quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As vitórias do Brasil no Pan

Gilmaci Santos*

O Brasil mostrou sua capacidade esportiva nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México. O país ganhou 141 medalhas, sendo 48 de ouro, 35 de prata e 58 de bronze. Nós ficamos atrás apenas dos EUA (236) e de Cuba (136) em números de medalhas de ouro. Mas colocamo-nos à frente de México (135) e Canadá (119). Os jogos deste ano aconteceram entre os dias 13 e 30 de outubro, contando com a participação de 42 países.

O Pan-americano vem sofrendo, já há algum tempo, com o estigma de competição menor em um universo de eventos poliesportivos. Isso se deve à ausência visível das estrelas que estariam representando as principais potências nas modalidades. O Brasil, no entanto, assim como outros países, costuma enviar alguns de seus melhores nomes.

Novas normas, no entanto, poderão mudar um pouco essa perspectiva de competição pouco importante, já que quase metade dos esportes olímpicos programados é classificatória, ou contará pontos que poderão, eventualmente, conquistar vaga nas Olimpíadas de Londres, em 2012. A boa pontuação brasileira com certeza nos renderá vagas no próximo evento esportivo.

Outra mudança que promete trazer destaque ao Brasil nas competições que virão é a promessa de investimentos pesados por parte do governo, de forma a melhorar o rendimento, especialmente pelo fato de que, em 2016, o país será sede dos jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. Para isso o governo federal triplicou a verba destinada aos atletas de alto rendimento " em 2010 foram gastos cerca de R$ 68 milhões, mas em 2011 o valor superará os R$ 210 milhões. O dinheiro será destinado às confederações e aos clubes formadores de atletas.

O desempenho dos atletas tem mostrado o índice de superação do país. A Seleção Brasileira feminina de vôlei venceu Cuba, em vitória suada, por 3 sets a 2. O resultado foi histórico, já que o Brasil não conquistava o torneio de vôlei feminino no Pan desde Winnipeg-1999. Na natação, Cesar Cielo teve 100% de aproveitamento, com quatro títulos em quatro provas, e Thiago Pereira entrou para a história ao conquistar a 12ª medalha de ouro. Foram tantos os destaques e superações neste Pan, que é difícil citar todos.

O desempenho desses profissionais tem inspirado os que estão começando a ingressar em alguma modalidade. Nossos esportistas vêm mostrando que é possível, sim, alcançar o patamar dos países de primeiro mundo. O Brasil será, em pouco tempo, não apenas uma superpotência econômica, mas também esportiva. O esporte é um ótimo caminho: além de fazer bem ao corpo e à alma, é uma maneira efetiva de envolver a juventude em atividades produtivas, afastando-a da criminalidade e da violência.

A transmissão desta edição do Pan também se mostrou uma feliz surpresa aos brasileiros. A exclusividade da Record é a grande aposta para 2011, maior até que "A Fazenda", reality show da emissora. Para isso, foram realizados investimentos em tecnologia e equipamentos, além da contratação de profissionais qualificados. Creio que essa também foi uma grande vitória para o país, que por décadas sofria com o monopólio de informações.

Somente o tempo dirá se a aposta dará certo, mas, enquanto isso, a comunicação brasileira ganha com investimentos mais altos em coberturas esportivas, além da abertura de novas vagas e da movimentação de profissionais entre emissoras, algo nunca antes visto. A disputa entre empresas de comunicação, assim como em outras áreas, está fervendo. É algo positivo para a economia, para o próprio meio e, principalmente, para a população, que não ficará engessada a apenas um ponto-de-vista.

O Brasil realmente obteve muitas vitórias neste campeonato, e creio que outras, maiores, estão por vir. Parabéns à Record pelas belas imagens exibidas nos últimos dias, e a todos os nossos atletas, que deram um show neste Pan.

*Gilmaci Santos é deputado estadual pelo PRB e presidente estadual do partido.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mais um caso de bullying em São Paulo

Um menino de dez anos foi internado em um hospital de Suzano, na Grande São Paulo, após sofrer a agressão de um colega de escola. O garoto foi empurrado contra a quina da coluna do prédio da escola e sofreu traumatismo craniano, além de fraturar uma vértebra. O garoto está internado há 14 dias.

Para o deputado Gilmaci Santos, líder do PRB, o ato não é algo isolado e precisa ser tratado com seriedade pelas instituições de ensino. "Estamos cansados de ouvir falar de casos como esse, já passou da hora de fazer alguma coisa, as escolas precisam conscientizar todos sobre o bullying e combatê-lo de maneira mais efetiva", disse.

O parlamentar apresentou o Projeto de Lei 1.239/2009, que institui o Programa de Combate ao Bullying nas escolas públicas e privadas do Estado. O PL propõe que a escola crie uma equipe multidisciplinar com a participação de docentes, alunos, pais e voluntários, para a promoção de atividades informativas, de orientação, prevenção e sanção interna.

Segundo declarou a mãe do garoto, em entrevista exibida pela TV Record, há quatro meses ele havia reclamado que estava sendo perseguido por um colega de classe, supostamente por ser negro. Este não seria o primeiro caso de bullying da família, o primo do garoto também teria sofrido agressões dos colegas. Por causa disso, os familiares decidiram fazer uma campanha para alertar outras mães sobre como agir em casos como esse.

gilmacisantos@al.sp.gov.br

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Trabalho Parlamentar

Casos de trabalho escravo

Em 26 de outubro, o deputado Gilmaci Santos, líder do PRB na Assembleia Legislativa de São Paulo, acompanhou a reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais. O parlamentar é membro efetivo da comissão.

Os deputados reuniram-se para deliberar sobre diversos itens, além de projetos de lei, moções e requerimentos, um processo de origem popular. Os parlamentares também discutiram sobre possíveis casos de trabalho escravo na rede de lanchonetes McDonalds.

A empresa já foi convidada pela Câmara dos Deputados a dar explicações, em audiência pública, sobre a sua política salarial e a jornada de trabalho dos seus funcionários. Na época, o requerimento foi motivado pelo vídeo Uma jornada criminosa, que circula na internet e em redes sociais, no material a empresa é acusada de ter política salarial "análoga à escravidão".

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Infância, a idade sagrada

Gilmaci Santos*

No mês da criança, profissionais de diversos veículos de comunicação tecem comentários e desenvolvem matérias sobre a importância de ser criança, além da função dos pequenos na sociedade, e porque não dizer no mercado consumista. O mês de outubro é hoje um período muito lucrativo para o comércio de celulares e smartphones. Em 2010, segundo dados do instituto de pesquisas Nielsen, a venda de smartphones nesse período só não foi maior que em dezembro - 9,7% no mês das crianças, contra 16,5% no natal.

Nesta semana, a imprensa voltou a discutir o assunto, citando pesquisas que vêm mostrando um crescimento no uso do celular ainda nos primeiros anos de idade. Esta nova concepção de interação com o meio já faz parte da realidade brasileira há algum tempo, mas também tem afetado o público infantil.

Dados recentes do Ibope Nielsen Online também mostraram que crianças de 2 a 11 anos já representam 13,7% do total de internautas no país. Hoje, são 10,5 milhões de consumidores que navegam na internet. No mês passado, por exemplo, o publico infantil passou, em média, 17 horas e 34 minutos na internet. Esse interesse tem feito empresas desenvolverem conteúdos e tecnologias específicas para essa idade.

Acredito que todas as descobertas tecnológicas foram, sim, avanços para a humanidade, pois faz parte da natureza humana a busca por mais conhecimento e também por novas tecnologias que facilitem a vida das pessoas. Mas a sociedade capitalista deixou de propor novas tecnologias apenas para facilitar nossas vidas. Na verdade, somos bombardeados por informações e propagandas que propõem todo um estilo de vida baseado nas novas tecnologias. O grande problema é que se para nós adultos isso é um tanto sedutor, para uma criança ainda em formação é algo que pode comprometer seu desenvolvimento. Esse novo modelo social em que a criança é inserida logo cedo pode não ser nada frutífero se os pais não tomarem os devidos cuidados.

A infância é um período fundamental, ou como diria a terapeuta Evânia Reichert, que no título de um de seus livros já anuncia "Infância, a Idade Sagrada " anos sensíveis em que nascem as virtudes e os vícios humanos". A autora fala sobre a importância da infância e dos pais na formação do indivíduo. Mas acredito também que a relação da criança com o meio em que vive pode ser completamente destruída se as novas tecnologias não forem utilizadas de forma equilibrada e no momento certo. Hoje vemos pequenos que praticamente abandonaram o convívio social para passar horas frente ao computador, videogame, TV ou mesmo celular.

A nova geração fica longe das ruas e das brincadeiras que desenvolviam habilidades e preparavam-nos para conviver em sociedade. Hoje, vemos crianças com problemas de saúde comuns em adultos, porque deixaram de praticar atividades físicas próprias de sua faixa etária. Os computadores e celulares farão, obrigatoriamente, parte da vida dessas crianças em um futuro tão próximo, para que antecipar isso?

Devemos pensar no desenvolvimento tecnológico não como objetivo final, mas como meio para o ser humano crescer e evoluir, algo criado apenas para servir ao ser humano, não para escravizá-lo. Precisamos rever o estilo de vida de nossos pequenos, de maneira a incentivá-los a ter vivências adequadas as suas respectivas idades. A sociedade não precisa de crianças que sejam gênios ou pequenos adultos, mas que sejam apenas indivíduos em desenvolvimento, que brincam e pensam no que serão quando crescerem. Isso faz lembrar-me de um versículo bíblico que se encaixa perfeitamente a este raciocínio: "Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança", (1 Coríntios 13:11).

*Gilmaci Santos é deputado estadual pelo PRB e presidente estadual do partido.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Trabalho parlamentar

Em 19/10, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais reuniu-se para deliberar sobre de diversos itens de pauta, entre projetos de lei, processos de origem popular, requerimentos e moções. O deputado Gilmaci Santos, líder do PRB, acompanhou a reunião.

Cinco processos de origem popular foram apreciados e moções aprovadas. Um deles sugeria uma punição mais severa aos motoristas que dirigem embriagados.Mais tarde, o parlamentar também acompanhou a reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais. Gilmaci é membro efetivo das duas comissões permanentes.

Comissões Permanentes

São órgãos técnicos compostos por grupos de deputados (sete, nove ou onze), indicados para compô-las por períodos de dois anos. Os membros efetivos ficam responsáveis por discutir e apreciar projetos de lei, emendas, processos de origem popular, antes que essas proposições sejam votadas em Plenário. As comissões também podem convidar ou convocar autoridades públicas para prestar esclarecimentos ou realizar audiências.