sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Programa de combate ao álcool na infância e adolescência

Nesta semana, o governador Geraldo Alckmin anunciou a criação de mais leitos para dependentes, medida que faz parte do programa de combate ao álcool na infância e adolescência. Segundo ele, em um ano, serão somados 200 leitos aos atuais 200 que atendem alcoólatras pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Para o deputado Gilmaci Santos, líder do PRB na Assembleia, assim como a lei antifumo, o novo projeto será positivo para a população. "Creio que haverá críticas no início, mas é importante combater o uso de bebidas na infância e adolescência", disse.

Uma pesquisa encomendada pelo governo ao Instituto Ibope apontou que 18% dos adolescentes entre 12 e 17 anos bebem regularmente e que o consumo de álcool se inicia, em média, aos 13 anos. Além disso, quatro entre dez menores compram livremente bebidas alcoólicas no comércio.

O projeto foi enviado à Assembleia e o presidente da Casa, Barros Munhoz, fala em aprová-lo em até 60 dias. A propositura prevê multa e interdição de bares que venderem e permitirem o consumo de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. A apresentação do RG será obrigatória. As multas vão de R$ 1.745 a R$ 87.250, a depender da infração, do tamanho do estabelecimento e de reincidência.

gilmacisantos@al.sp.gov.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Novo modelo de pedágio eletrônico mais barato será testado em SP

Deverá ser iniciado, até novembro, o projeto piloto do novo sistema eletrônico de cobrança de pedágio no Estado de São Paulo, mas ainda serão definidos os locais e outros detalhes do projeto. O teste terá duração de pelo menos seis meses e usará uma nova tecnologia de sistema eletrônico de identificação de veículos " os "TAGs". A ideia é que o sistema seja mais barato que o disponível atualmente, que é utilizado pelo sistema Via Fácil/Sem Parar.

O deputado Gilmaci Santos, líder do PRB, parabenizou a iniciativa e disse que o novo tag beneficiará o consumidor. "Atualmente, o custo desse serviço tem beneficiado apenas as empresas que dominam o sistema de pedágio eletrônico", disse. Neste ano, o parlamentar apresentou um Projeto de Lei que dispõe sobre o sistema eletrônico de identificação de veículos para o pagamento de pedágios e estacionamentos conveniados no Estado.

O PL 576/2011 faz mudanças no sistema atual, como o fim do pagamento da nova habilitação do TAG após cinco anos e propõe também que se vincule o dispositivo ao CPF e não ao carro. "Atualmente, se o usuário possuir dois veículos tem, obrigatoriamente, que possuir dois TAGs", explicou Gilmaci.

De acordo com a diretoria da Artesp, o aparelho do Sem Parar custa em torno de R$ 35. Já o preço da TAG varia entre R$ 3 e R$ 9, o motorista é quem arca com o custo do aparelho. O governo paulista quer que as concessionárias banquem, no futuro, o custo desse sistema.

gilmacisantos@al.sp.gov.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Prefeitura de São Paulo renova comodato da ABADS

Em julho, a Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (ABADS), a antiga Pestalozzi de São Paulo, comemorou 59 anos de prestação de serviços às crianças com deficiência intelectual e autismo.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, esteve presente na instituição para comemorar a data e assinar um contrato de comodato. O documento concede a permanência da entidade no local pelos próximos 50 anos. Para o deputado Gilmaci Santos, líder do PRB, que acompanhou o festejo, a ABADS é um referencial nesse tipo de trabalho. "A associação demonstrou que é possível superar qualquer obstáculo e merece receber essa concessão", disse.

Integrantes do grupo de dança da instituição se apresentaram durante o evento, dentre eles André e Débora que interpretaram Charles Chaplin e a bailarina. "Um presente de aniversário", foi como o prefeito Kassab definiu a assinatura do termo de concessão. "Ganha a cidade de São Paulo, e ganham, em especial, as famílias dos assistidos que aqui recebem um tratamento de excelência", afirmou.

gilmacisantos@al.sp.gov.br

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Vitimas de bullying podem pedir ajuda via telefone

O bullying, termo originado na década de 70, a partir da palavra bully, que significa valentão, tornou-se um assunto muito discutido pela sociedade por causa da alta incidência nas escolas de todo o mundo. Por causa disso, a Secretaria do Estado de Saúde criou o Disque Adolescente, que atende também vítimas de bullying.

O telefone recebeu 1,7 mil ligações entre janeiro de 2008 e dezembro do ano passado. Para o deputado Gilmaci Santos, líder do PRB, a procura só não é maior porque poucos sabem da existência do telefone. "É importante que haja algum tipo de divulgação para que os jovens possam ter alguma ferramenta de ajuda", disse.

O parlamentar apresentou o Projeto de Lei 1.239/2009, que institui o Programa de Combate ao Bullying nas escolas públicas e privadas do Estado. O PL propõe que a escola crie uma equipe multidisciplinar com a participação de docentes, alunos, pais e voluntários, para a promoção de atividades informativas, de orientação, prevenção e sanção interna.

O atendimento do Disque Adolescente ocorre no telefone 3819-2022 e funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h. O serviço possui uma equipe de médicos, psicólogos e assistentes sociais para lidar com assuntos comuns no cotidiano dos jovens.

gilmacisantos@al.sp.gov.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Drogas, um caminho sem volta?

Gilmaci Santos*

"Era uma questão de tempo", disse Janis Winehouse, mãe da cantora Amy Winehouse, sobre a morte da filha que ocorreu no sábado, 23/7. A causa da morte ainda é desconhecida, mas a imprensa britânica acredita na hipótese de overdose de drogas e álcool, suposição que não é novidade pelo seu histórico.

Amy morreu jovem, aos 27 anos, mas sua trajetória e drama pessoal eram de conhecimento público e preocupavam todos à sua volta. Segundo o jornal Sunday Mirror, Amy comprou cocaína, heroína, ecstasy e ketamina (droga usada via oral para fins de anestesia) na noite de sexta-feira. Nos últimos dias, a cantora também teria sido vista bebendo vodca descontroladamente. Um vizinho da artista disse ter ouvido gritos de dentro da casa da cantora, mas declarou com naturalidade que brincou com o filho dizendo a ele que talvez ela estivesse usando drogas.

A naturalidade e ironia com que falou o vizinho da jovem cantora assustam, já que o que ela vivia era a tragédia que cerca a vida dos viciados em drogas. Amy foi o retrato fiel da vida de tantos outros que buscaram nas drogas o "algo mais" que não encontravam. Hoje, existem jovens morrendo aos poucos e seguindo o caminho da cantora e que, como ela, busca novas emoções e sensações ou mesmo um escape para uma vida difícil. Existem centenas de Amy por todo o Brasil, são homens e mulheres consumidos por este verdadeiro câncer chamado drogas.

Amy, assim como tantas outras pessoas, começou usando maconha, mas logo passou para drogas mais fortes. O pai de Amy, Mitch Winehouse, um senhor de 59 anos, disse: "Não sou desses que acreditam que a maconha é porta de entrada para outras drogas, mas com a Amy aconteceu isso". O comentário exibido no documentário Minha Filha Amy Winehouse, do canal Multishow e narrado por ele mesmo antes da morte da cantora, mostra como a maconha pode ser devastadora.

Muito próximo de nós deputados, a exatos 2 km de distância da Assembleia Legislativa do Estado fica a Cracolândia, área localizada no centro da cidade em que jovens e até mesmo crianças utilizam o crack nas ruas. Entristece ver esses jovens rumo ao um caminho que provavelmente não terá volta e será curto. Assim como a famosa cantora, essas pessoas perderam o controle de suas próprias vidas e são consumidas pelo vicio.

Superexposta, a diva se transformou numa figura precocemente envelhecida, trôpega e dominada por seus vícios. A diferença entre Amy e outros milhares de jovens que sofrem com o mesmo problema está na repercussão de sua imagem, já que a decadência da artista foi vista pelo público como um reality show macabro e dramático. O ator Russel Brand, que conhecia Amy e também teve problemas para deixar a heroína, publicou uma nota que diz que os meios de comunicação estão mais interessados em tragédias e que os viciados não são criminosos, mas, sim, doentes.

Na verdade ninguém se surpreendeu com a morte de Amy Winehouse. A tragédia que se desenrolou em frente aos olhos de milhares de pessoas do mundo todo era quase anunciada, assim como a desses jovens da cracolância. Infelizmente, a vida da cantora era satirizada e exposta como um show de horrores engraçado, mas era a realidade de alguém que se perdeu. Até mesmo um site prometia dar um Ipod à pessoa que acertasse a data da morte da cantora.Não há como achar graça nisso, pois essa foi à história de alguém que se matou aos poucos.

Com a morte de Winehouse, mais uma entra para a lista de grandes nomes que morreram com esta exata idade, o "clube dos 27" conta com Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison e Brian Jones, todos com o histórico de abuso de drogas e álcool.

Pessoas como Amy precisam ser respeitadas e tratadas, pois como uma doença terminal, o vício pode destruir a vida de alguém em pouco tempo. É importante que o poder público combata as drogas desde a sua raiz, com uma política de mapeamento de zonas de tráfico e com o tratamento do viciado. É hora de acabar com este mal.

*Gilmaci Santos é deputado estadual pelo PRB e presidente estadual do partido.